Foi-se como quem dorme bem. Não que lhe atribui a morte plácida, mas sim a morte simples. O ponto final da reticência que sua vida lentamente escrevia. Talvez estivesse contente afinal, contudo seu rosto era inexpressivo. Era intrigante porque o corpo estava todo contorcido. Parecia-se um feto com um rosto cor de geleia. Os olhos estufados alegavam nada além de que seu rosto coisa alguma avistava. Conclui-se que a dor era só dor emancipada. Separada e impregnada no corpo, mas não na alma. Olhos de felicidade? Já não se havia brilho para afirmar. Quem sabe olhos de completude, porém não de dever cumprido: como foi dito: o ponto final da reticência: um fim da vida já terminada. Mudou-se para aquela cova retangular um mês depois que sua mulher o dispensara. Passou o mês entre a vida familiar e a cova familiar numa pousada um andar acima de um boteco freqüentado por putas e velhacos viciados em craque. Experimentou craque e gays um dia, todavia se enfadou. Cansou-se porque não se viu f...