sábado, 8 de outubro de 2011

Saudosismo

Não acho necessário incutir você do mesmo pensamento que eu. Ora, discordar de você a mim não causa enjeitamento; aliás, o contrário, até agradeço por você ser diferente de mim. Dois eus seriam catastróficos! Entretanto, vejo tanta gente impondo suas irrepreensíveis usuras que o caso agora começa a me dar veios à apoplexia. Eu estou errado ou será mesmo que é pedir demais para respeitar a opinião alheia? Ora, por que se incomodar com o que fulano está escutando? Qual a agonia que há em beltrano ser promíscuo? Quem disse que existe verdade absoluta e que essa é a proferida pela sua voz inquisidora? Em que lhe incomoda o fato de eu pôr ou não uma foto no meu perfil ou citar uma frase de alguém? Tem um código de conduta obrigatório a se seguir e ele é ditado por você? Faça-me o favor!

Como diria o poeta, Russo: "não sou mais tão criança a ponto de saber tudo." Então, creio que me aposentei. Cansei de gente de conceitos incontestáveis e de egos flutuantes, porém, acima de tudo, estafei-me deveras, consumi até a última gota de comiseração, dessa gente que distribui injúrias como quem respira, a torto e a direito. E não é que eu venha aqui para lhe predizer malogrados — afinal, em nada diferiria de você, Profeta da Razão — o ponto é outro (mais detestável ainda): por que eu não consigo escrever tudo isso sem me parecer tanto com você?