domingo, 17 de abril de 2011

Fale direito!

Não venho aqui pedir que você ame Machado de Assis. Também pouco me interessa lhe dar uma lição sobre literatura, afinal, não tenho gabarito para falar acerca disso. O que quero lhe dizer é que sim, as línguas vivas estão em constante mutação. Entretanto, quando olho ao redor, vejo uma sociedade sendo formada e, o horror!, propagada por erros costumeiros e de fácil resolução. Coisas como vírgulas, pontos, acentos etc. Eu não quero bancar o certinho, ou me autopromover um bom escrevente, contudo é necessário que haja uma comunicação efetiva! E, por que não, bonita! Português não é só uma matéria da escola ou uma alternativa numa prova de múltipla escolha; Português é uma herança linda ainda, é uma lógica, é uma malemolência, é a poesia da sua própria descrição. E muitos de vocês aí deturpando, tendo descaso, estuprando nossa tão bela forma de se transmitir.

Outro ponto que gostaria de citar é que, como disse anteriormente, o Português está em constante mudança. Ou seja, não quero pregar uma postura de ostracismo e afirmar que a única maneira na qual devemos nos basear na hora de escrever seja a erudita. Por vários motivos! O principal deles é que a língua é o reflexo mais atual da sociedade. E, por falar nisso, o que nossa sociedade tem sido?

Alguma vez você já se pegou e viu como você se parece com seus pais? Notou como você tem trejeitos, manias e modos de falar tal qual eles? Pois, assim é pro seu idioma. Português não é só estética ou arte. Português é a sua identidade, é como você leva a vida. O Português é feito por mim e por você. Se você começa a transgredi-lo, ele vai se adaptar e ser transgressivo. E isso, honestamente, não é evolução, daí a revolta.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Recriativo.

Hoje eu acordei. Não que eu estivesse em coma e acordar fosse um evento extraordinário. Hoje eu apenas acordei. Simples assim. Em outras palavras, eu deixei de dormir. E não me venham adivinhar um significado simbólico — ou profundo, ou subjetivo, ou o que queira — para três palavras tão corriqueiras: hoje eu acordei; como ontem e provavelmente como amanhã acordarei. Abri os olhos, saí do sonho, tirei a remela, me espreguicei e praguejei o motivo que me despertara.

Escovei os dentes e me banhei depois de tomar café. Minha empregada sempre me repreende por logo após o café eu ir à ducha. “Vai tomar banho depois desse café quente!?” me fala com toda aquela convicção de que depois do terceiro cantar do galo, toda careta torna-se permanente.

Após ter morrido e ressuscitado naquele banheiro, relatei-lhe o ocorrido e, milagrosamente, ela não acreditou.

Sou contra a máxima que tanto se apregoa do só acredito vendo. Porque até vendo, se quiser, não dou fé. Crer é questão de opinião e apenas isso. Digo isso para me autoafirmar — e que palavras não têm esse intento? Mas, voltando ao impasse, hoje acordei e mais tarde vou dormir. Quem sabe mais poética esse sono traga.