quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ao mar.

Para uma amiga, num dia de reflexão confessei o quanto eu amava o mar. Relatei-lhe como ele, o mar, era significativo para mim. Cada átomo, cada molécula, cada proteína, cada sal, cada pedra, cada animal, cada sincronia, cada sinal, cada movimento que o constitui, tudo em sua imensurável grandeza era amado por mim! “Como eu amo o mar!” Perguntado por que, respondi que ele me envolvia, ele me refletia em dias de muita nuvem, que ele me acalmava em marés baixas, que ele me alegrava em dias de sol, que ele me apaixonava em noites de luar, que ele me limpava em suas ressacas, que ele me elevava em suas cristas, que ele me rebaixava em suas depressões, que ele me engolia em suas ondas impiedosas, que ele me movia noutras enérgicas, que ele me machucava em suas pedras sorrateiras, que ele me curava em suas águas medicinais, que ele me saciava e, acima de tudo, que ele me entendia. “Ah... mar!”

Há tanto o que falar. Desse hiato cheio de coisas, só posso dizer que vou subindo e descendo, zarpando e arpando e ele continua lá, sólido, maciço, livre, solto e líquido, sendo maravilhoso!

“Oh, mar da nossa vida!” O mar dá nossa vida. Meu ar, eu mar. Que honra é nos dedicar um texto!