segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Nós de gravata.

— Moço, o senhor pode me levar na maternidade? Meus pontos estouraram, olhe.
É muito fácil amar o próximo. Distante, é. Ali na TV, aqui no blog é sempre gratuito apontar e julgar a marginalidade. Romanceá-la, resolvê-la, cheirá-la, abraçá-la é mais fácil ainda... aqui. Com nosso olhar norueguês pensamos que não estamos encardidos com isso. Antes fosse apenas sociologicamente! A moeda com que você compra seu pão já passou na mão de quantos indigentes?

Meu papel, longe de ser hipócrita ou imparcial, é dizer que a sua unha encravada é o maior problema do mundo. Porque se pararmos para tentar resolver o mundo, ele nos dá a pior das rasteiras: "Eu não estou assim, eu sou assim".

É como uma forca de infinitos nós: mesmo salvando um da asfixia, outros nós se apertarão. E não nos cabe nada a não ser nosso egocentrismo. Conformar-se, meus caros, é pior que morrer.

Um comentário:

  1. É de se agir assim em todas as instâncias ou só até conseguir atingir um patamar no qual se pode realmente fazer a diferença?

    É o que eu me pergunto...

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