segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Confundindo as bolas.

— Sabe, Ricardo, estive pensando... está tudo bem em nosso relacionamento? 

— Hã! Claro que sim, amor! Hun... Por que a dúvida?

— Não sei... Esta madrugada acordei, como de costume, com você falando sozinho enquanto dormia. Você falava umas coisas que gostaria que fossem mais esclarecidas, agora que você está acordado.

— Mas, meu bem, você bem sabe que esses meus sonhos não passam de coisas sem sentido, às vezes são coisas que eu vi na rua ou na novela e que simplesmente afloram o meu inconsciente. Nada que esteja sob o meu controle.

— É, eu sei... talvez seja uma mensagem do seu inconsciente para mim. Talvez, seja mesmo um sonho bobo sem sentido... Mas...

— Mas?

— Como era o nome mesmo daquela nova secretária que foi contratada no seu escritório?

— Jeane, Jéssica, Jesebel. Algo com jota, por quê? Falei no nome dela durante o sono?

— Pois é. No seu sonho ontem você não parou de falar no nome dela.

— Ah, amor! Ela foi recém contratada, é um rosto novo que eu tenho que me habituar, só isso. Ela trabalha com o Dr. Pimenta atendendo telefone na sua sala. Quase não tive contato com ela...

— Mas foi você quem mostrou a empresa pra ela, não foi?

— Juntamente com todo o resto do grupo. Eu, Dr. Pimenta, o Eduardo, Dr. Cláudio, o zelador e o Antônio que serve o café. Estávamos todos juntos, como de costume em qualquer contratação no escritório.

— Não sei, Ricardo... parecia que tinha sido uma mostra mais íntima.

— Amor, que tal ir direto ao ponto?

— Pois é! Era isso que eu gostaria que você me dissesse.

— Poxa, Dani! Já falei que não deveria levar a sério essas coisas que eu falo enquanto durmo, são só coisas que não tem nada a ver com os meus pensamentos reais. São como histórias em que eu sou só o narrador, além do mais...

— No seu sonho, você pedia que ela ficasse na sua sala. Que ela esperasse lá sozinha.

— Sério que você está implicando com isso?

— Sim. Mas não acaba aí.

— Pois continue!

— Você a trancava lá.

— E...?

— E aí você virava para o pessoal com quem você trabalha e dizia: “Tudo pronto, rapazes, agora o Ricardinho aqui é todo de vocês. A Jeane está ocupada agora.”

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