Ser radical? Será que isso é tudo (ou nada)? Ou o que voga é o meio-termo de uma vida mais ou menos? O que importa é viver ou ser vívido? Aliás, devemos viver pela razão ou ser fruto da emoção? Quer dizer, devemos? Devemos nos preocupar com a fronteira entre o pensar e o sentir? Eis o embate entre emoção e razão de que sempre me esquivo. Não quero me fechar, me enclausurar num comedimento traumático, nem me entrevar em cima de uma cadeira de mágoas. Afinal, não é porque vejo uma história se repetindo que ela vá ter o mesmo desfecho. Contudo, o problema é que ela se repete. Mal cogitamos um novo final e o previsível já está lá, prostrado, como um banquete sensacional, ao qual nossa dor da fome não pode recusar. É, leitor. É fácil falar. Assim como também é fácil ler, estudar, trabalhar... O difícil mesmo é sentir. E, sobretudo, esquecer de sentir. O sentimento independe da sabedoria. É como domesticar um ser selvagem. Onde já se viu: urbanizar o gato-do-mato!? O gato-do-mato ...