quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Não leve a mal.

Eu tenho que evoluir? Quem disse que eu tenho? Quem disse que eu quero? Por que devo ir em busca desse disfarce tolo do superei — ou como os mais hipócritas gostam de dizer —, do te arquivei num lugar bom? Não! Eu não quero. Simplesmente me recuso a esse recalque travestido, fingido, forçado, social. Prefiro o meu velho, bom e francês recalque. Aqueles das dores infinitas, dos pra-sempres revividos, do diariamente triste. É certo que minha vida é curta demais para ter só tristeza, mas também é efêmera para essas alegrias demagógicas. Deixe-me assim, com meu desamor sincero. Já sei do que vou me lembrar no futuro e agradeço sua boa intenção.

6 comentários:

  1. "Lido", ou melhor saboreado... Obrigada.

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  2. Mas e quem disse que a alegria tem que ser demagógica?

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  3. ow qrido, mas vc bem sabe q um dia a gente supera esses caras ne?

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  4. concordo com o Diego: quem disse que toda alegria tem q ser demagógica?

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  5. Ninguém disse, nem o autor do texto.

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