— Alô, amor? — Oi. — Tá fazendo o quê? — Estudando. — Tá chatinha, heim? — ... — ... — Ei, a gente está namorando? — Por que a pergunta? — Porque eu não me vejo namorando ninguém. Porque eu sinto que você me usa como um analgésico, que só quando a dor da solidão bate, você me procura. — Hã!? Por que isso de novo agora? — Agora? É bom enquanto é cedo! Não sei se quero isso, sabe? Está uma inconstância que só tende a piorar. Você não me dá a mínima e estou sofrendo com isso. Se lhe alimenta o ego: estou sofrendo por você! E acho que namorar não é sofrimento. Não passa nem perto disso. — Não entendo o porquê disso. Eu não estou fazendo nada! — Exatamente, Júnior: você não faz nada! — Mas o que eu estou fazendo agora? Eu te ligo, não ligo? — ... — ... — Tem uns fantasmas seus que me azucrinam, sabe? — Tipo o quê? — Sua ex, seus segredinhos com seus amiguinhos, sua falta de tempo. Tem muitas coisas que não eram pra ser assim. Porra, eu gosto muito de vo...