Sinto informar, porém é verdade: no final o que você menos queria transparecer, se apresenta como uma lei que lhe obriga a ser quem você mais odeia, o outro. Pior! Se você parar pra pensar, percebe que isso tudo é estratégia do seu próprio ego. A egolatria é tão intrínseca a você que ela sabe que é melhor ser vista como má e inaceitável. Ora, egos não querem concorrentes! Contudo, não esqueça: o ego se esquiva! Ele se aproveita da confusão que o melindre causa com aquela cara antagônica do ‘não fui eu’. E é aí que ele peca. Não pela contradição de agir de uma forma e ser de outra, mas porque o ego não agüenta tanto culto a si. O ego tem essa mania feia de ser complementado! Digo, visto que chega uma hora que você percebe que cansa ser só. É inevitável. O ego não se contenta com o flagelo a si e se alimenta da submissão do próximo, parasitando no ser-ou-não-ser, no estar-ou-não-estar. Por isso, cogito, agora, retirá-lo de mim. Dar adeus aos caprichos e opróbrios da alma! Adeus, co...