sábado, 12 de março de 2011

Ondas, Cores e notas.

Gotas em pó, notas sem dó.
Cores, suas, todas e só.
Aves não voam em marcha ré.
Um rio não é igarapé.
Un amor solo a mi.
Mon amour, mon ami.

Quando o mar se põe a arfar
não implica que vai secar.
Água, cor e sol
É pênalti e gol!
Mas sem tu lá,
Só luz, gota e ar,
É como estar em si
O vazio do não existir.

Se em ti há menos sentimentos,
sei que é mentira.
O fulgor aqui é só o aumento
da vista que te inspira.
Numa incessante confusão
do não amar amando.
Porque o real é ilusão,
só não se sabe quando.

Sou sua lavoura, lá fora,
a massa física da hora.
Também sou filho de Deus,
mas acredito em ateus.
Comer sem ver,
Beber sem saber,
Respirar sem viver.

Nada é tão fácil e nem tudo é difícil.
Amar não é nenhum sacrifício.
É saltar do precipício,
esperando um bom auspício!
Não pensando em desperdício.

Você já é o meu vício.
Vem pra cá e deixa disso.
Vem me ver nesse comício,
Vem calar este suplício,
Ou me votar pra seu patrício.

Não consegue ver?

Um arco-íris cintila ou reflete?
Seus tons de cinza são mesmo sete?
Meu arco cupido, minha íris culpada!
Veloso também não entende nada!

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