Meu amor, sempre me culpei porque nunca escrevi nada
especificamente para você. Nunca lhe dediquei um texto ou uma crônica. Nem
sequer um versinho! Passei esta madrugada pensando o porquê disso. Por que eu
nunca expressei este meu imenso amor por você em palavras? Por que nunca
descrevi o quanto você me é cabível, compatível, imprescindível, imbatível!?
Por que eu nunca falei que quando eu penso em você, me encho de paz, de bons
sentimentos, de boas histórias que vieram e virão? Por que eu jamais me dispus
a eternizar em letras que você é o elixir da minha vida, que você me faz uma
pessoa mais feliz dia após dia?
Pensando sobre isso me deparo logo com uma longa viagem filosófica
que me é tão habitual. Eis o itinerário:
Noutro ponto dessa viagem cheguei a uma singela conjectura
de que o que escrevo é um plano de escape, é o vômito que me estava preso, é a
aflição que eu não quero para mim... E você, meu amor, nada tem a ver com isso!
Você, eu quero para mim! Não quero te expulsar. Não quero que o que você me faz
suma, nunca! Você é o que eu quero manter.
A terceira paragem, quando nesse trem já era anunciada a
destinação final, um túnel apareceu e a luz que tanto me assegurava à
felicidade simplesmente sumiu e, assim, do nada, como um choque elétrico, todo
o percurso dessa viagem tão peculiar fez total sentido: eu tenho medo de perder você.
talvez seja a hora de vc trocar a sua musa, parar de ser inspirado pela dor e troca-la pelo amor.
ResponderExcluirQuase sem palavras....que lindo.
ResponderExcluirbelíssimo ...
ResponderExcluir