Ele o esperava na porta do centro de biociências. Não sabia o que dizer. Acreditava que tudo iria vir naturalmente. Ele voltara a acreditar nas biociências. A tesoura do desejo o esquartejava na espera. O medo dessecava as carnes, “manter-se no formol não é tarefa fácil”, pensou. Esperou. Todo esse ritual escatológico trazia talvez um novo rubor em sua face. Talvez. Ele já não estava tão ansioso pela sensação do prazer carnal. Sexo ele conhecia bem. Eram outros prazeres que o guiavam. Estava cansado de correr na direção contrária. Ele só queria descansar e compartilhar um pôr-do-sol e um remédio antimonotonia. É pedir muito? Talvez fosse. O instinto dizia “quem não chora não mama” e a razão retrucava “no hay que llorar!”. Verdade... Por que chorar? Mais ainda, por que não levar como “leve pluma”? As dúvidas, os medos, as incertezas, as culpas, as desculpas. Tudo ficou tão leve que voou pra longe. Era amor de exageros. Não tinha como não ser – “mas que nada!”. Eles voaram. Em direç...