Passo por entre nuvens e me marcam suas lágrimas na janela. A ponta da asa do avião mexe — como também a minha. Tantas idas e vindas que naquela poltrona já sentou, e sentou, e sentou. Qual o destino? O que me move é o movimento do pássaro? Ou é criar um ninho? Tento resolver minhas dúvidas. A dívida do tempo é mais um bilhete de outra viagem parcelada em uma única vez. A urgência pela estrada me sequestra. Era uma vez, um príncipe, como eu, me encantando pela vida: “Preciso de espelhos! Preciso de espelhos! Armadilha pra Narciso!” Inclusive, é importante enxotá-los quando desnecessários. Percalços do caminho. (as recorded in some good silly song “erase and rewind because I’ve been changing my mind”) Mas… voltando à minha experiência… Eu preciso, sim, de espelhos! É importante se ver a si mesmo de fora. Perceber sua real dimensão, sua melhor versão (e a pior também). Pra mim, é libertador ver no vidro o seu olho inchado vermelho de tanto chorar. Como é gostoso também quando você vê a p...