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No tocafitas

Ele saiu de casa e, no fundo no fundo, essa frase mexia com ele. Era como se algo estivesse dessintonizado. Ao sair de casa era como se lhe tirassem tudo, mas o seu teto era de estrelas e o seu chão de giz. A questão se situava onde a pergunta se escondia: onde era essa casa? O planeta Terra era sua casa? Faltava-lhe um lar? Talvez todas as dúvidas fossem certezas e certamente todas as certezas eram duvidosas. Vira esse disco!

Atravessando os agoras, ele se embananava com o tempo, mas acabou por aprender a dar aquele abraçaço em todas as suas frequências. Doía-lhe demais despir-se do ego. Perguntava-se até se precisava vê-lo nu, se precisava penetrá-lo. Não podes pensar! Aje! Ele já agiu sem pensar e pensou demais sem agir. Sinal fechado. Não foi dessa vez.

Ele saía de casa a toda hora. "A casa é sua!" Toda casa é casa. Ele procura lares. Quem sabe não é agora!? Quem sabe? Será só imaginação? Tenho medo de pirar... Dizem que sou louco, mas não somos todos? Tenho uma dúvida pungente: "devemos" em algum instante relaxar ou viver sempre no personagem? Ele se indagava e brincava com o interlocutor. Louco, não?

Ele amava todas as casas nas quais morou. Ele ama todas as casas que ainda iria morar. É mais fácil ser aberto do que fechado. É mais seguro se fechar do que se abrir. Agradeceu todas as experiências, se assumiu e sumiu, baby baby.

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